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Os casos de empresas que não conseguem conciliar os interesses econômicos e mercadológicos com os interesses dos seus colaboradores é mais comum do que se imagina.

Normalmente o caminho escolhido é o da compensação financeira. Essa técnica motivacional sozinha é inócua. Várias pesquisas sobre mercado de trabalho e recursos humanos concluem que o salário tem uma relevância na carreira de um profissional diferente do que os gestores pensam, normalmente eles são mais valorizados pelo gestor do que pelo profissional, que se apóia em outros fatores com peso maior para sua carreira, dependendo dos valores defendidos por cada profissional, mas, certamente bem mais complexo do que uma simples conta de adição.

Uma de muitas pesquisas relacionadas ao tema que já observava essa tendência é a de EVANS, Paul. (1996) no artigo Carreira, Sucesso e Qualidade de vida ( http://www16.fgv.br/rae/artigos/315.pdf ) Paul é professor de comportamento organizacional no INSEAD, em Fontainebleu, na França. O artigo relata casos de sucesso e fracasso de executivos diante da incapacidade de conciliar seus interesses pessoais com os interesses de suas carreiras. Os resultados de fracasso refletem na vida da organização, pois, traduzem-se alterações na estratégia empresarial da companhia e inevitavelmente em prejuízos financeiros. Os casos de sucesso, obviamente, são fatores geradores de dividendos. Essa relação já era observada e estudada a mais de 10 anos atrás.
Ou seja, de nada adianta um salário elevado que impõe a renúncia de valores pessoais ou familiares ou um ambiente corporativo péssimo, ou vice-versa
Os cases de empresas que prosperaram e atualmente ocupam lugar de destaque no mercado são essencialmente as que souberam conciliar os interesses envolvidos.
O mercado de TI além de ser baseado em uma mão de obra altamente especializada, têm a entrada de muitos jovens anualmente. Esses jovens profissionais além de estarem cada vez mais capacitados e especializados, já estão transformados pelo desenvolvimento e pela globalização e são cada vez mais exigentes e com valores cada vez mais apurados.

Muitos profissionais, independente da idade, não estão mais dispostos a trocar horas de descanso por horas de trabalho. Algumas empresas ainda não entenderam isso. Muitas vezes os profissionais são convocados a trabalharem 10, 12 horas por dia, ganham relativamente bem e mesmo assim não estão contentes e sistematicamente procuram se colocar em empresas que valorizam mais as relações humanas.

Enxergo uma tendência neste ponto. A especialização cada vez mais exigida pelos empregadores, antes, um luxo, baseado na velha lei econômica da oferta e da demanda (relação: candidato x vaga) produz aqui um efeito de equilíbrio nas relações corporação x colaborador: os profissionais revisaram seus valores e diminuiram o valor dado ao trabalho, distribuindo-os para outras áreas como: família, lazer, relações sociais, enfim: E-Q-U-I-L-Í-B-R-I-O.

Como era de se esperar, algumas empresas não valorizam esse tipo de atitude, simplesmente repudiam. Mais por falta de estrutura e organização de seus processos que as fazem dependentes demais de algumas pessoas, do que por convicção, de qualquer forma, em determinado momento, esse comportamento pode ser encarado pelo mercado de recursos humanos como incoveniente, obsoleto, e representar ao longo do tempo um arranhão irreparável na sua imagem: Elas podem fixar a imagem de empresa exploradora, ultrapassada, pouco preocupada com os profissionais, etc.

Para alguns, essa revolução da mão de obra é uma afronta. “Quem eles pensam que são?” um pensamento retrógrado que remete aos confins do passado e traz à tona toda a cultura escravista da sociedade brasileira.
A boa notícia é que não são só trevas! Existem corporações que entenderam e assimilaram o recado. Em um mercado dependente de uma mão de obra cada vez mais especializada, como o nosso, a conciliação dos interesses é a chave do sucesso. A especialização, o estudo constante e o aprimoramento profissional dá sim à mão de obra condições para aumentarem a voz nas relações corporativas, mais poder de negociação e conseqüentemente um equilíbrio dos interesses.

Uma política de recursos humanos que valoriza as relações humanas e respeita as decisões pessoais dos funcionários escrita em uma linguagem clara e com regras bem definidas é essencial. A técnica de Coaching bem aplicada, e disseminada na empresa, também pode contribuir para distribuição inteligente da mão de obra entre os departamentos da corporação, ajustamento de funções. Parece besteira, mas não é.

A qualidade de vida dos funcionários não deve ser encarada apenas como custo, em um primeiro momento, de fato é um custo a ser rateado entre as operações da companhia, mas, ao longo do tempo, o custo se traduzirá em aumentos nas margens de lucro, e o custo se revelará na verdade um investimento a longo prazo.

É um caminho árduo a percorrer, mas, teremos que esperar para saber se os donos do engenho entenderão bem as mudanças dos novos tempos e se estarão dispostos a reorganizar sua estrutura organizacional e se os custos de suas operações serão equacionados de forma a garantir uma relação mais saudável e benéfica para ambos.

Há alguns anos atrás anos venho ouvindo teses e mais teses a respeito da regulamentação das profissões ligadas à área de TI.

Existe uma grande controvérsia entre os próprios profissionais sobre os benefícios reais que uma regulamentação traria a todos. Muitos falam em rédeas do conhecimento e defendem o livre desempenho das funções na área de TI por qualquer um, outros, defendem a regulamentação com unhas e dentes.

O fato é que o mercado recebe todos os anos milhares de novos profissionais, alguns se capacitaram para exercer a profissão, outros atuam apenas no “feeling” e no conhecimento adquirido ao longo do tempo, são os autodidatas.

Todos nós somos essencialmente autodidatas, porque sem essa característica fundamental seria impossível atuar no mercado, é uma grande forma de progredir e se desenvolver pessoalmente, a curiosidade move o mundo tecnológico.

Por outro lado, acredito que uma organização mínima, subdivisões por áreas, graduação e representação social poderiam trazer grandes progressos para todos, pois entendo ser uma forma de acabar com a falsa sensação de que o profissional de TI atua em todos os ramos da área. Sabemos que não é verdade, mas, a sociedade leiga não.

Ninguém consegue saber tudo, nenhum profissional de nenhuma área ou ramo de atividade. Impossível. Na área tecnológica temos uma peculiaridade que é a rápida evolução. A área de TI é uma área extremamente dinâmica onde a amplitude tecnológica varia entre o “estado da arte” e a obsolescência em uma questão de meses, ou, na melhor das hipóteses, alguns poucos anos.

Somos estigmatizados como “gurus” ou “nerds” uma imagem que mais atrapalha do que ajuda.

Com a regulamentação o nível dos serviços oferecidos melhoraria, uma vez que, apenas profissionais “certificados” atuariam. Todos os profissionais teriam mais chances de trabalhar na área que escolhessem: comunicações, redes, sistemas, infra, etc. Com as especializações os riscos de um trabalho mal feito repercutir negativamente na imagem de todos os profissionais diminuiriam.

Hoje, o profissional mal formado, que comete erros primários, faz com que a credibilidade de toda a comunidade tecnológica seja abalada e estigmatizada. Quem já não ouviu: “Depois que o sistema foi atualizado, nada mais funciona.” Ou “Estava tudo funcionando, depois que mexeram, não consigo fazer mais nada.” Lógico que para o leigo, os serviços não podem ser interrompidos, não importa o motivo, ele não entende, e não têm que entender mesmo, nós é que somos pagos para cuidar disto, mas, muitas dessas situações referem-se a profissionais que trabalham de forma errada, muitas vezes, não porque querem, mas, porque às vezes não têm acesso a uma especialização ou a um estudo mais aprofundado e adequado que lhe dê condições de atuar corretamente na profissão.

Com a graduação, aprende-se a forma correta de se trabalhar, descobrem-se mundos antes desconhecidos. Aprimora-se e às vezes descobre-se que a forma como se trabalha há anos está errada ou poderia ser melhorada. Algumas corporações se esforçam para crescer, mas, não conseguem, estagnam, têm grandes dificuldades operacionais, gerenciais e comerciais.

Nesse cenário a regulamentação pode atuar de forma a garantir um melhor nível dos profissionais que atuam e assim naturalmente os pontos fracos seriam explicitados os fortes ressaltados e as possíveis soluções seriam indicadas de forma muito mais eficiente. Esse seria um processo contínuo que garantiria que as empresas que enfrentam dificuldades possam voltar aos trilhos do desenvolvimento corporativo de forma sustentável e realista.

A rigidez da regulamentação pode causar um impacto em um primeiro momento, mas, certamente contribuiria para o desenvolvimento tecnológico do país e também para o desenvolvimento pessoal de cada profissional envolvido, obrigaria todos a especializar-se ou a graduar-se, enfim, a praticar sua característica essencial de autodidata a favor de toda uma cadeia, mas, principalmente, a favor de si mesmo, dessa vez, com a ajuda da ciência e das técnicas pedagógicas dirigidas especificamente à área de TI.

Um código de ética forte e continuamente aprimorado contribuiria para mudar a imagem que a sociedade tem dos profissionais de TI e principalmente cobrariam de todos atitudes éticas e profissionais e assim conquistaríamos um ganho de credibilidade.

Não é possível saber se a regulamentação algum dia se tornará realidade, mas, uma coisa é certa: O mercado tende a valorizar cada vez mais os profissionais graduados justamente por terem enxergado essa diferença crucial entre os “sem especialização” e os “especializados”. As empresas cansaram de perder dinheiro, chegaram à conclusão que “o barato sai caro” e resolveram proteger seus investimentos de forma a minimizar os riscos de perdas futuras e aumentar as chances de terem investido em um projeto bem estruturado e visionário que muitas vezes será responsável pelo futuro dos seus negócios.

O diferencial competitivo conquistado através da tecnologia é um dos mais difíceis de serem copiados pelos concorrentes, mas, o diferencial competitivo baseado em um projeto tecnológico mal elaborado, conduzido ou executado, não só é facilmente ultrapassado pela concorrência como pode trazer prejuízos incalculáveis para a saúde financeira e para a imagem das empresas e de todos os profissionais de TI.

Poucas são as que se recuperam de um prejuízo dessas proporções e os projetos de TI ganham cada vez mais barreiras para serem aprovados pelos stackholders nas corporações. Dificuldades geradas pelas desconfianças por malogros do passado.

Ao final das contas, hoje e sempre, mas, especialmente por causa da situação exposta, nós somos o que os clientes pensam de nós. A imagem que refletimos é o nosso passaporte para o futuro, isso se mostra valer mais do que um currículo empresarial com anos de fundação e mais uma vez, as imagens das empresas de TI estão atreladas às imagens dos seus colaboradores, portanto, conclui-se que todos dependem de todos, e dessa forma, o futuro a nós pertence, só depende de nós mesmos.

Incrédulo.
Acompanhando o noticiário é como me sinto.

Como é possível que uma servidora pública de carreira veja como uma situação normal o compartilhamento de credenciais de acesso à rede?

É um crime.

Toma contornos dramáticos quando há um pequeno elemento explosivo: Uma eleição presidencial em curso para o maior país da américa Latina.

Só isso. Do resto está tudo bem.

Altas autoridades também deram pouca importância. Terrível. Perdeu-se a dimensão do episódio de tão absurdo que é.

Falando em eleições, tudo isso poderia ter sido evitado se a lei obrigasse que os TRE´s investigassem todos os candidatos, ou , pelo menos os candidatos a cargos majoritários, antes da concessão do registro de candidatura.
Ao menor sinal de irregularidade ou ligações obscuras, o candidatura não seria concedida, na melhor das hipóteses, concedida com ressalvas. Certamente acabariam as explorações eleitorais, tanto de vitimização, com intenção conseguir votos dando ares de perseguição política, bem como , de exploração midiática, que mais confunde do que informa.

Independente de quem teve o sigilo violado, é um crime por si só, pela instituição na qual a funcionária trabalha, a Receita Federal do Brasil. Um local que armazena informações CONFIDENCIAIS de todos os contribuintes do país. Cabe neste caso uma punição exemplar a TODOS os envolvidos: Nada menos que exoneração e prisão de todos os envolvidos.

Como profissional de TI abomino o compartilhamento de credenciais de acesso, em qualquer lugar.

Fazendo uma rápida analogia, é a mesma coisa de compartilhar a senha do banco com todo mundo. Quem faz isso? De certo, ninguém.

As empresas e instituições públicas vêem vazar seus investimentos em segurança de informação. Gasta-se milhões,bilhões em segurança e ELE, sempre ELE, sua alteza: Sr. Usuário, põe tudo a perder.

Esquecemos que antes de ser “usuário” existe uma pessoa, a principal vulnerabilidade de qualquer sistema de TI, a matéria prima para os “crackers”; de fazer tremer qualquer especialista em segurança da informação ou direção de empresa; na época da informação, o bem maior, quase sempre está desprotegido.

É óbvio que não dá para generalizar, mas, é um episódio lamentável. É muito difícil de acreditar que não existam intenções ocultas neste episódio, mas, acredito que a culpa é de todos nós. Precisamos exigir mais e também sermos mais éticos.

O candidato do PSOL à presidência do Brasil causou muitos comentários quando participou do debate na TV promovido pela TV bandeirantes no dia 05/08/2010.

Plínio defendeu um radicalismo extremo em prol da diminuição da desigualdade social e do interesse econômico sobre o interesse público.

Muitos jornalistas qualificaram suas idéias como retrógradas e impraticáveis.

As idéias que considero centrais:

1. Plínio chamou a também candidata Marina Silva do PV de ecocapitalista, pois afirmou que Marina se curva aos interesses econômicos quando defende o meio ambiente até o limite do lucro. É o chamado desenvolvimento ambiental sustentável.

2.Os assuntos que mais interessam aos cidadãos: educação, saúde e segurança teriam um caminho natural de solução se conseguíssemos resolver o problema da desigualdade social.

Analisando bem:

Não acredito que seja possível conciliar plenamente os interesses econômicos sobre o meio ambiente sem fiscalização e controle. O que muitas vezes acontece é que o desenvolvimento de determinada região fincada no meio de florestas e áreas de preservação é limitado diante dos impasses criados pela exploração econômica da região. Sempre. Culturalmente. Os exploradores sempre burlam as leis para devastar essas áreas e aumentar seus lucros. Nunca a fiscalização chega à essas áreas para punir os responsáveis. Dessa forma, vejo que Plínio tem certa razão, mas, entendo também, que as pessoas precisam de ter condições para viver em harmonia com o meio ambiente e com o desenvolvimento econômico. Então, qual a solução?

Com relação à desigualdade, hoje em dia, é difícil falar em bancar o robin hood, no mundo globalizado, não é fácil conciliar os interesses, é assim, e é uma situação inevitável.

As idéias de Plínio, são humanas, mas certamente são difíceis de serem aplicadas, mas, podem servir de base ética. As empresas e as pessoas podem se amparar nessas idéias para não esqueceram jamais para que estamos aqui. Para que vivemos em sociedade, ao final de tudo, sobram sempre as pessoas.Então, antes de ceder às pressões do mundo globalizado deve-se refletir e referir sempre, questões que interfiram o menos possível na harmonia da vida humana na sociedade.

A revista veja, na edição n. 2171 de 30 de junho de 2010 publicou um artigo assinado por Gustavo Ioschpe sobre a priorização da ética nas escolas, principalmente nas disciplinas que o MEC intervém e torna obrigatório citações em cidadania e ética.

Sobre o autor: admiro seus textos e mesmo esse, embora discorde em alguns pontos, são textos de altíssima qualidade, excelentes, que nos leva a fazer uma reflexão de problemas que precisam ser resolvidos em nossa sociedade.

No texto Gustavo se indigna por que muitas vezes, em sua opinião, a ética e a cidadania são priorizadas em escolas públicas e particulares, em detrimento do ensino e da absorção do aluno de princípios disciplinares específicos. Ele acha que ética deve ser ensinada em casa e até mostra estudos que mostram tendências de falta de ética de pessoas que não tiveram uma diretiva adequada na família ou uma estrutura familiar falha.

Também cita o ambiente escolar brasileiro como sendo pouco propício para o ensino de ética, já que princípios éticos não são aplicados no dia-a-dia, um exemplo cabal seriam as “colas” e as vistas grossas que os professores fazem.

Ele tem razão em suas reflexões, porém, discordo do ponto no qual ele passa pela família no ensino de ética.

Em minha opinião ética e educação não são dissociáveis. A família deve manter diretivas morais e éticas,mas, a escola também. Na verdade, para que a sociedade se liberte da falta de ética ela precisa de pessoas com uma formação ética mais rígida. Princípios éticos universais devem ser pregados por várias entidades sociais, na família, além da ética, também devem ser priorizados uma diretiva moral, pois, existe a moral e a ética que são coisas diferentes.

O ensino da ética nas escolas não deve ser uma coisa “doutrinária” como Gustavo diz ser hoje, princípios éticos são universais e são eles que devem ser pregados em toda a sociedade, inclusive na escola. A moral sim, entendo ser a família que deva oferecer diretivas aos seus jovens.

O ambiente hostil e antiético no qual a sociedade brasileira ostenta só é possível por causa do “jeitinho” brasileiro, que muitas vezes é citado com orgulho. Esse “jeitinho” não passa de um câncer, é o cúmulo da falta de ética. São as pessoas que fazem a sociedade, seus conceitos, seus pensamentos. Esse cenário só muda quando as pessoas mudarem, e isso passa pela sua formação ética. Duvido que pessoas com a visão ética bem desenvolvida se envolvam em falcatruas, corrupção e afins, há muita coisa na latrina e nem vale a pena citar.

Eu, como pai, procuro sempre passar princípios éticos elementares como “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você.” etc, para as minhas filhas, tive princípios éticos direcionados pelos meus pais, e mesmo contaminado pela sociedade, consigo me manter sóbrio e depois de estar passando por uma faculdade, consigo apenas agora, ter a visão exata sobre as diferenças entre ética e moral.

O Brasil precisa de ética.

Pregar esses valores éticos universais é papel de toda a sociedade. O papel da família é fundamental e muito importante, as diretivas morais e éticas que mudarão a nossa sociedade depende essencialmente de diretivas familiares e também de diretivas éticas universais disseminadas por toda sociedade.

Todos ficamos muito satisfeitos e felizes pela aprovação do projeto ficha limpa no senado federal, dependendo agora somente da sanção presidencial. Mesmo que o texto tenha tido uma alteração de tempo verbal que pode dar um sentido dúbio em algumas partes essenciais do texto. Essa é outra discussão. O fato é que o projeto ficha limpa passou.

Uma pergunta vem a minha cabeça quando reflito sobre essa vitória: Será que só essa aprovação é suficiente para barrar “personas non gratas” do congresso nacional?

Acredito que não.

O problema que vejo no brasil é cultural. As pessoas tentam levar vantagem sobre as outras a todo momento. A famosa “lei de gerson”.

O “jeitinho” brasileiro é idolatrado por alguns, principalmente os políticos.

Visto que mesmo na aprovação de um projeto tão polêmico e sob os olhares de milhares de eleitores ocorre uma manobra sutil,mas,com consequências terríveis.

Nós precisamos mudar a cultura da nossa sociedade. Temos que agir com ética, em todas as situações.

É difícil. Eu mesmo já me rendi à “lei de gerson”, arrependido, agora reflito sobre e tenho condições de repensar minhas atitudes. O projeto deveria servir pelo menos para isso: reflexão.

Toda a sociedade melhoraria se todas as ações dos cidadãos fossem pensadas éticamente. Precisamos de ética. Todos nós.

Isso sim é um fator de mudança importante, aliados a mais dois fatores: uma educação de qualidade e nossa força econômica, certamente, faria com que o Brasil fosse uma super potência emergente e acima de tudo sustentável em todos os aspectos.

É notório o aumento da utilização da internet pelos políticos brasileiros.

Fato.

O mais marcante para mim foi perceber a utilização de vários políticos na rede “twitter”. Fiquei muito interessado. Muitos políticos fazem parte desta rede e se conectam várias vezes por semana, alguns, diariamente.

Para quem conhece a ferramenta isto é fantástico. A possibilidade de interação com qualquer pessoa incluindo famosos, celebridades, políticos, etc é alucinante.

Algo impensável, agora é possível.

Muito se fala que as próximas eleições serão marcadas pela utilização da internet em massa. Alguns orgãos midiáticos falam em humanização de candidatos.

Logo no início do procedimento de descompatibilização todos os pré candidatos à presidência do Brasil lançaram seus perfis no “twitter”. Estratégia de aproximação do eleitorado.

Os “marketeiros” estão prontos para entupirem os eleitores de “tweets” que serão utilizados das mais diversas formas. Basicamente, o objetivo é utilizar para desmentidos, esclarecimentos, e divulgação em geral.

O engraçado disto tudo é que alguns candidatos utilizam seus perfis apenas para mostrarem-se mais humanos, mais imperfeitos, mais próximos dos eleitores, ou seja, pessoas comuns.

Testei a interação com todos os pré-candidatos e com alguns políticos também. Fiz questionamentos e cobrei posições políticas sobre assuntos relevantes no momento. Questionei também sobre o plano de governo, resumindo: Mostrem para que vieram.

Fiquei decepcionado. Nenhuma resposta.

Ninguém se dignou à responder.

Muito aquém das minhas expectativas.

Tive experiências satisfatórias com alguns políticos, que não fogem da responsabilidade do cargo que ocupam e discutem política pelo “twitter”, afinal, são políticos.

Um exemplo é o Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que sempre que possível efetua a interação com quem o requisita.

Infelizmente os políticos que ocupam a maior parte do tempo na mídia televisiva, massificada, não teve interesse em responder.

Este é o efeito “willianboniano” no twitter. Willian Bonner, diretor chefe do Jornal Nacional da rede Globo de televisão é campeão do “twitter” brasileiro, um usuário assíduo, mas, incompreensivelmente não comenta fatos jornalísticos ou trata de questões de cunho jornalístico no “twitter”. Um pouco controverso, pois, já li “tweet” dele perguntando quais dos seus seguidores estavam no Haiti, quando ocorreu a tragédia do terremoto, óbviamente para utilizar em reportagem, ou seja, não falo sobre jornalismo, mas, se me interessar muito…

O mesmo ocorre com os políticos, eles vão, uma hora ou outra, se render a esse contato tão próximo que a ferramenta possibilita, então, seria interessante encerrar a palhaçada, porque os tempos são outros, e certas manobras são rapidamente percebidas pelos eleitores, principalmente no mundo virtual.

Este comportamento é explicado em parte pelo medo que os políticos têm desse tipo de ferramenta de resposta instantânea. Um deslize, e sua resposta estará replicada na rede imediatamente, para milhões de pessoas.

Mas afinal, será que ainda não perceberam que os eleitores querem pessoas sinceras?

Para quê a humanização se precisam ficar medindo as palavras?

Li em revistas que políticos de renome “terceirizariam” o conteúdo de seus blogs e a participação em redes sociais como “twitter”. Comentei com o Senador Cristovam Buarque esse assunto e ele disse em resumo que delegar “twitter” a terceiros é o mesmo que pedir para alguém ler um livro para você.

Manipulação de massa via internet, novos tempos?

Os eleitores precisam mostrar as suas excelências que boa parte do público que tenta interagir com eles via redes sociais não é tão alienada assim e sabe bem separar o joio do trigo.

Eles não estão preparados para lidar com mídias online e podem acabar obtendo o resultado reverso do que esperam se não tomarem cuidado e prestarem bem atenção no que estão fazendo neste mundo cibernético.

Atualmente sou estudante da FATEC e tenho sentido “na pele” os efeitos dos discursos demagógicos da dupla dinâmica Serra/Alckmin.

Eles reproduziram FATECs como coelhos. Clonaram muitas faculdades. Recentemente foi passado pelo diretor da nossa unidade que em breve as FATECS passarão a Unesp em tamanho (com relação à número de alunos).

As faculdades são boas, tem dificuldades como qualquer faculdade pública, escassez de recursos, e falta de estrutura. A maioria dos professores são gabaritados e habilitados e muitos atuam ou atuaram no mercado na área em que ministram aulas. Porém, falta um projeto pedagógico capaz de criar e implementar uma metodologia de ensino uniforme e aplicável a todas as unidades.

Tenho visto Serra construir FATECS e já perguntei a ele, diretamente, pelo twitter:

Porque não estruturar as faculdades já existentes primeiro antes de sair construindo FATECS por este mundão afora?

Sem resposta. Fui obviamente ignorado.

Só posso concluir que é uma terrível estratégia demagógica, visando apenas dividendos eleitorais.

Este tipo de atitude deveria ser considerada crime e incluida na lei de responsabilidade fiscal. Utilização descarada da máquina pública.

Perguntei à ouvidoria do Centro Paula Souza (autarquia responsável pela coordenação do ensino tecnológico do governo paulista) sobre várias questões, inclusive as políticas. Nada. Silêncio. Nem uma palavra. Por ser uma ouvidoria, esperava-se pelo menos uma resposta, mas, nada. A Secretaria Estadual de Educação foi procurada. Resposta: “O Centro Paula Souza é quem responde pelo ensino tecnológico no estado.”, resumindo: entrei em “loop”.

Outra coisa que me incomoda. Porque as FATECS não são avaliadas pelo ENADE? não sei. Hoje existe o chamado SAI, Sistema de avaliação Institucional, o resultado é mantido no âmbito interno, não é divulgado e as questões polêmicas não são discutidas. Como uma instituição deseja crescer sem discutir pontos a serem melhorados? A avaliação externa, por um orgão federal ligado ao MEC é a única forma que enxergo para uma melhoria real nos cursos da faculdade.

Eu vejo, como aluno, um enorme potencial nas FATECS, senão não estaria estudando em uma unidade. Existe um excesso de mercantilização nos cursos da FATECS. Direcionamento extremo dos cursos para as tendências mercadológicas. Isso é bom até certo ponto. Quando começam a colocar profissionais de mercado para ministrar aulas, sem uma metodologia de ensino, começa a ficar perigoso. Falta uma metodologia própria, uma padronização pedagógica das FATECS. Se querem construir uma franquia, então que façam o trabalho direito: Utilizando métodos de atuação mercadológica para transformar as FATECS em franquia e em uma marca forte.

O que me preocupa é que agora, se eleito presidente, haja uma disseminação desenfreada de FATECS sem ao menos ter um planejamento pedagógico possível de ser empregado em larga escala. Precisa-se discutir os pontos fracos, resolvê-los, e assim fortalecer a identidade da faculdade.

Entristece e até desanima ver a politização de um bem dos paulistas. As FATECS são patrimônio de São Paulo e deveriam ser mais bem tratadas.

O objetivo principal deveria prover educação de qualidade aos cidadãos paulistas, os prováveis dividendos eleitorais deveriam ser uma consequência dos bons serviços prestados à sociedade paulista.

Li esse artigo na veja e enxerguei reproduzido nas suas linhas uma correlação com meus pensamentos sobre a educação no Brasil.

O artigo de Gustavo Ioschpe pode ser lido na íntegra em
http://veja.abril.com.br/140410/brasil-primeira-potencia-semiletrados-p-118.shtml

O texto trata de como a educação falha pode influenciar negativamente a vida de um país. O desleixo com que a educação é tratada no Brasil é um descalabro. Entre discursos demagógicos e bravatas estamos nos tornando uma superpotência econômica desprovida de cérebros. Um caos. O preço: um futuro medíocre para a população e a falsa sensação de independência do país. Na verdade, essa situação é bom para alguns. Quem? as celebridades de sempre: As elites, os políticos corruptos, os países colonialistas, entre outros.

Enquanto esta situação persistir “as veias abertas da américa latina” jamais se fecharão e cicatrizarão. O “sangue” continuará escorrendo e sendo sugado pelos oportunistas. Esse livro “as veias abertas da américa latina” de Eduardo Galeano, datado de 1978 trata de um tema oportuno e atual. Sinceramente gostaria que fosse parte do passado.
Infelizmente não é e pior: está longe de ser.

Parece que só Lula viu uma evolução na educação nos últimos anos. (http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4353277-EI8266,00.html)

Eu, sinceramente, estou procurando entender qual foi a raiz do raciocínio do presidente. Não sou antilulista nem antipetista. Eu me aproximo de propostas; coerentes de preferência.

Não posso classificar como outra coisa o discurso de Lula; na verdade, foi uma bravata descarada, ou se preferirem, segundo o dicionário michaelis: uma fanfarronice; Em tempos de “Tropa de Elite” o presidente Lula é um fanfarrão.

Em plena campanha eleitoral isso é muito perigoso porque precisamos lembrar que a maioria dos eleitores não cultua a lembrança; não sabe ou não dá importância para a história e temos exemplos vivos disto: Sarney, Maluf, Jáder Barbalho, e por aí vai, nomes que ecoam e deixam perplexos qualquer cidadão que tenha o mínimo de coerência de raciocínio, racionalidade e que sejam capazes de discernir o certo do errado, confirma-se aí a existência dos chamados “currais” eleitorais, uma herança maldita do tempo dos coronéis que persiste nos dias de hoje e só tem uma arma que pode combatê-los: adivinhem; Educação.

Tivemos importantes avanços na era Lula, bem como, na era FHC, os dois erraram em muitos pontos, ou melhor, se “esqueceram” de áreas importantes como educação e saúde, não existe revolução, ainda.

Não precisa ser muito sábio para ver que não houve revolução na educação coisa nenhuma. Isso é um objetivo, mas, ainda não se tornou uma meta, simplesmente porque ainda não ganhou o foco do estado. Pensando bem, em alguns momentos tenho dúvida se é mesmo um objetivo do estado brasileiro.

A única declaração coerente do Lula sobre educação, para não dizer a única fora dos tempos de campanha, foi na descoberta do pré-sal, onde ele disse que os recursos gerados futuramente deveriam ser utilizados para mudar radicalmente a educação. Depois disso, o estado se calou. Os problemas acumularam-se.

Alguns políticos militam à favor da educação, são poucos, mas eles existem. Um exemplo de político militante é o Senador Cristovam Buarque (PDF-DF) (http://www.cristovam.org.br/portal2/). Desde a sua candidatura à presidente em 2006 tornou nacionalmente pública sua opinião e vem ganhando cada vez mais adeptos e seguidores, inclusive eu. Fui convencido. Pela vida e por uma boa proposta de revolução para o Brasil.

Defendo a revolução na educação como sendo um ataque fulminante a diversos males da sociedade brasileira. Uma sociedade bem educada, com diretrizes e bases sólidas, só tem a ganhar em todas as áreas; todas as outras alterações são consequências da revolução na educação.

Eu comparo a revolução na educação como uma mudança radical quase a mesma que ocorre com viciados que precisam conscientizar-se do seu problema e a partir daí ganharem forças para querer livrar-se das drogas e ter sucesso em um tratamento.

Essa revolução política é a mesma coisa. Os políticos precisam querer, mas, não apenas para colher dividendos eleitorais, mas, querer do fundo da alma, pensando apenas no Brasil, entram aí as bases nacionalistas; ética, moral e civismo. As idéias devem ser apartidárias, pois, as consequências político-eleitorais seriam colhidas naturalmente, sem forçar nada.

Enquanto a sociedade brasileira ver a educação como um gasto e não como um investimento a longo prazo o objetivo da revolução na educação nunca se tranformará em meta, será sempre um objetivo distante, ou nem isso.

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